sábado, 2 de julho de 2011

Se eu pudesse



















Se eu pudesse te desnudaria
os medos
as inseguranças
as vestes...

Se eu pudesse te mostraria
minhas meadas
minha morada
minha prece...

Seu eu pudesse te devoraria
a inspiração
a matéria
a calma...

Se eu pudesse te roubaria
do personagem
do uniforme
da rotina...

Se eu pudesse, mas não posso
Seria aquela que merece
Todos seus esforços.

sábado, 25 de junho de 2011

O micróbio da tristeza


         
       O micróbio da tristeza me pegou. Isso que dá não lavar as mãos quando se anda por aí. Eu ando tendo muitas DR´s comigo mesma. Vai ver eu não sou mesmo aquilo que eu sempre quis. Tristeza é o caminho mais fácil e hoje deu vontade de seguir por ele. O menosprezo por mim me revigora às vezes, bom pra lembrar meu ego a ficar quieto. Vou transformar esse nó na garganta em algo útil, pode ser pra segurar um iô-iô, amarrar um tênis rasgado, ou estar nas mãos de um marinheiro. Mais fácil ele ser só mais um lamento... E eu achando que não sabia de nada e duvidando que sabia de tudo, tudo o que não prestava! Eu só pedi uma atenção, fiquei no mudo. Garçom, uma dose de ação nesse drink de marasmo, por favor! Gente que acha que gritando e usando palavras positivas vai conseguir me livrar desse mal, tsc. Eu bem que poderia evaporar em forma de blues...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nitimur in Vetitum



"Lançamo-nos em direção ao Proibido"


De um caminho por vezes escuro
Num caminho onde perdemos as palavras
E em seu lugar encontramos o desejo
Desejo de ficarmos juntos
Desejo de mostrar-mos ao mundo
Que sonhar é permitido

Mesmo em tempos distantes
Onde a ausência nos acompanha
E a lágrima deseja cair
Não me rendo mais ao medo
Pois tua ausência se faz presença
E a utopia entre nós vive e reina

Lançando-me em direção ao proibido
Descobri que meu medo é força
Descobri que na tua boca
Mato a sede que seca meus dias sem ti

Lançando-me ao proibido
Só não permito o ato de proibir
Pois Proibir é proibido
O que nós resta é seguir

Vamos juntos então?

(Ovídio)

domingo, 12 de junho de 2011

Ao Companheiro


















Aquele que me acolhe
Com o tamanho da minha necessidade
Que me escuta com o mais terno dos ouvidos
Que me motiva quando não vejo mais porquês
E que me aceita como sua companhia
Não como propriedade, nem vaidade
Mas com a simplicidade da aceitação
De necessidades mútuas a serem vividas
Agradecer seria estranho, pois o que temos
É tão divino e tão mundano
Que o convencional não se encaixa
Felicidade é cada segundo
Que transformamos o normal em algo surreal
Tiramos os pés do chão
E nos entregamos nessa louca utopia
De vida e de ideais
Companheiro de luta e de vida
A minha mais louca alegria
É poder compartilhar com você
O presente do dia a dia
Planos? Pra quê se somos insanos?
O que importa é agora
Porque a eternidade não dura
E nem demora!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Punhal


















Com um punhal nas mãos e sem saber o que fazer
Sinto dores metafísicas que me incitam à loucura

Como um punhal dilacera meu real
Esquarteja meus sonhos, mata minhas intuições

Não sei por que querer ser tão enigmática
Já que a dor é uma linguagem universal

Esses artifícios, esses meios
Esses modos de me tirar de mim
De me descansar de algo que sou
Como querer o que se tem?
Como se desejar o que se pode ter?

Eis o mistério atual
Que circunscreve perguntas agonizantes
Medo do desconhecido, ânsia por segurança
Buscando saber o que é normal.

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