terça-feira, 13 de setembro de 2011

Canção para acordar






















Não, eu não quero mais ser assim
Lágrimas ditatoriais não mandam mais em mim
Eu vou pegar essa mágoa e transformar em canção
Traçar toda uma bela vida na palma da minha mão
Reabrir aquela fome de criatividade
Para sair dessa vida sem novidades
Porque eu sou inteira arte

Não, eu não vou mais ser assim
Esperando que o raio caia no mesmo jardim
Vou cortar os laços que prendem meus movimentos
Parar de dar trégua para os mesmos argumentos
Surpreender meus sonhos e agarrá-los por trás
Que é para não terem motivos para me largarem mais
Porque eu sou inteira um cais

Não, eu não sou mesmo assim
Daquele tipo tão mesquinho e ruim
Eu vou seguindo nos mesmos compassos
Para não correr o risco de perder o passo
Por fora tão centrada e polida
Por dentro uma louca possuída
Porque eu sou inteira caos sem medida

domingo, 21 de agosto de 2011

Estradas tortuosas













Caminho por estradas tortuosas
Que não me permitem enxergar
Um palmo diante do meu coração


Quando os ventos sopram pra mim
E desembaçam meus sentimentos
As estradas se multiplicam, se ramificam
Tornando minha jornada muito mais perigosa


É quando me transformo completamente em dúvida
Como saber que caminhos percorrer sem errar?
Essa resposta não se dá!


E eu apenas sigo, fecho os olhos
Me guio com minha bússolacoração
Que me faz caminhar por brasas
Bater de testa em caules duros
Cair em buracos que pareciam tão seguros
Errar mais de uma vez no mesmo quesito
Confundir as bolas
Assumir os erros do mundo


Mas eu sigo
Até quando não sei
Talvez até agora
Antes que as palavras se completem
Corra!

domingo, 7 de agosto de 2011

Correria












Pernas em desaforo
Largos passos
Pressa em trocar 
A direita pela esquerda
Correria que tira o fôlego
E as passadas
Cada vez mais rápidas
Não dão tempo
Para que os olhos
Possam ver tanta beleza
Que descansa ao redor
As pernas, elas sim
Ditam o que enxergar
E o foco é sempre à frente
Sempre rumo ao reto
Mesmo que no fim
Não cheguem a nenhum lugar
Mesmo que a pressa
Não tenha por que existir
Mas eles não param
Não param para descansar
Não param para pensar
Por que simplesmente correm
Não vêem que caminham
Mais rapidamente para a morte?

sábado, 23 de julho de 2011

Uma Lágrima














Uma lágrima pousou no meu peito
E foi escorrendo em ordem inversa
Foi subindo pelas paredes da minha carcaça
E cortando como navalha minhas entranhas
Chegou à minha cabeça, rodou, esperneou
Hesitou sair e desceu para garganta
Bolando, bolando até virar um nó
Um nó bem amarrado
Que mal me permitiu respirar
Eu ousei, quis, eu tentei gritar
O nó afrouxou e ela voltou a subir
Parou em frente aos meus olhos
Encarou-me com ar esfíngico
Deu-me uma piscadela
E nem ousou pedir permissão para rolar...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tu foste o sol



 Tu foste o sol
Que secou minhas roupas
Lavadas pela água da chuva

Tu foste o sol
Que enxugou aquelas lágrimas
Que já se confundiam com o suor

Tu foste o sol
Que me iluminou para enxergar
Minhas bagagens de falsas ilusões

Tu foste o sol
Que me queimou de amor
E me pintou de mágoas

Tu foste o sol
Que me desidratou dos tantos ideais
E me mostrou a beleza da realidade

Tu foste o sol
Que ao me descobrir Lua
Correu e se escondeu
Sem que eu pudesse ser tua

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Sample text

Sample Text

Sample text